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Reunião de Diretoria Plenária vai discutir proposta da Petrobras de parceria e venda de controle de quatro refinarias

Reunião de Diretoria Plenária vai discutir proposta da Petrobras de parceria e venda de controle de quatro refinarias

Por Luana

17 de maio de 2018

Durante a Reunião da Diretoria Plenária da Associação Comercial da Bahia desta quinta-feira (17), o presidente Adary Oliveira vai expor sobre a proposta da Petrobras de reduzir a sua participação no mercado de refino de petróleo, mediante parcerias e venda do controle de quatro refinarias dos blocos regionais do Nordeste e Sul do Brasil. O anúncio foi feito em seminário realizado no dia 19 de abril, com a participação do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) e outras entidades interessadas.

A estatal indicou que as parcerias incluiriam venda de participação nas refinarias Abreu e Lima e Landulpho Alves, no Nordeste, e Alberto Pasqualini e Presidente Getúlio Vargas, no Sul, além de 12 terminais associados. Pela proposta preliminar, a Petrobras ficaria com 40% de participação em ambos os blocos regionais (Sul e Nordeste), ao passo que empresas parceiras deteriam participação de 60% em cada um deles.

Para subsidiar os interessados em participar da reunião, segue a versão integral do documento apresentado pela empresa que, como informou, tem caráter técnico, sem o objetivo de anunciar uma decisão sobre o assunto. Nesse sentido, a Petrobras esclarece que o modelo preliminar que irá apresentar não conta com a aprovação formal de seus órgãos de governança (Diretoria Executiva e Conselho de Administração).

A busca de parcerias na área de refino foi aprovada no Planejamento Estratégico (PE) da Petrobras e no Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2017-2021, reforçada no PNG 2018- 2022, conforme indicado na estratégia de “reduzir o risco da Petrobras, agregando valor na atuação em E&P, Refino, Transporte, Logística, Distribuição e Comercialização por meio de parcerias e desinvestimentos”.

A petroleira afirmou que, nesse modelo, seu parceiro controlaria a operação, enquanto a estatal seguiria com participação de 75% do mercado brasileiro, uma vez que suas outras 9 refinarias e 36 terminais, boa parte no Sudeste, ficariam totalmente sob seu controle.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, defendeu que abrir espaço para outras empresas na área de refino irá beneficiar toda a cadeia. Segundo ele, o monopólio em qualquer segmento é prejudicial para a economia. “Quando você tem um único ator operando no setor, quando essa empresa vai mal, toda a cadeia vai mal também. Então, a diversificação também traz vantagem para a cadeia de fornecedores de suprimentos”, disse.

Questionado sobre uma previsão de quando as refinarias poderão ser colocadas à venda, Pedro Parente disse que há um longo trâmite a se seguir, regido inclusive pelo Tribunal de Contas da União, e que “vai levar o ano todo, com certeza”.

Apresentação disponível em: http://files.investidorpetrobras.com.br/conteudo/Apresentac%CC%A7a%CC%83o-Modelo-Preliminar-Refino-Portugues.pdf

 

Texto: Antônio Nykiel

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