O futuro do cacau brasileiro domina a Sessão Plenária da ACB
Por Fernanda
11 de dezembro de 2025
Atualizado em 11 de dezembro de 2025

Foto: Ascom/ACB
A 4ª Sessão da Reunião da Diretoria Plenária da Associação Comercial da Bahia (ACB), realizada nesta terça (9), encerrou o calendário anual da instituição com casa cheia e um debate central para a economia baiana: os impactos da Instrução Normativa 125 (IN125) sobre a cadeia produtiva do cacau. A presença expressiva de associados reforçou a relevância do tema, que também atraiu o secretário de Agricultura da Bahia, Pablo Barroso, convidado para acompanhar a discussão.
A exposição principal ficou a cargo da presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, que apresentou um panorama atualizado do mercado e alertou para os riscos que a IN125 impõe aos produtores brasileiros — especialmente aos da Bahia, estado historicamente vinculado ao cultivo. “Atualmente moro em Minas Gerais, mas sou baiana. Vivi em Itabuna e acompanhei de perto o período da vassoura de bruxa. Este é um setor extremamente importante e não tem, ainda, políticas públicas. Não temos previsão de safras e ainda contamos com uma importação predatória. Além de não ajudar, o governo está nos atrapalhando. A ACB tem muito a ver com esse tema, porque o cacau movimenta o comércio e a economia de mais de 100 municípios baianos”, afirmou.
Associado da ACB há dois anos, o empresário Ademar Lemos Júnior, foi quem sugeriu a discussão sobre o tema na associação. “Acompanhei de perto a luta dos produtores, que não têm a mesma força da indústria, e vejo como determinadas práticas acabam prejudicando quem produz e não tem como reagir. Esse problema não atinge apenas a Bahia, envolve o Pará, Espírito Santo, Rondônia e outros estados. Por isso, é fundamental ouvir quem vive essa realidade. Se não houver uma ação efetiva agora, muito em breve estaremos lamentando as consequências de não ter enfrentado essa situação a tempo.”
Conduzindo a plenária, a presidente da ACB, Isabela Suarez, ressaltou a importância da instituição se posicionar como espaço estratégico para a discussão de temas que influenciam diretamente a economia baiana. “A discussão sobre o cacau ultrapassa o interesse setorial. Diz respeito à economia da Bahia, ao futuro dos nossos produtores de cacau e à preservação de um patrimônio que marca nossa identidade. A ACB seguirá sendo um espaço de diálogo e defesa dos interesses do empresariado”. A presidente reforçou que a ACB seguirá acompanhando o tema do cacau e colocando sua estrutura à disposição do setor produtivo.
A plenária terminou com a confraternização de Natal da instituição, reunindo associados em clima de celebração e troca de ideias sobre os desafios que marcarão 2026.

