Esta é a mensagem que o atual diretor geral do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural) João Carlos de Oliveira transmitiu em sua visita a Associação Comercial da Bahia, nesta terça-feira, 11/10, durante Reunião de Diretoria da entidade.
Com especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia, João Carlos integra o quadro do IPHAN/MinC desde 2009. Durante quase duas décadas atuou como arquiteto em projetos e obras de restauro no Rio de Janeiro e Minas Gerais, consultor da UNESCO, assumindo depois as chefias do IPHAN em Congonhas (MG), de 2009 a 2012, e de Ouro Preto (MG), de 2012 a 2014.
O IPAC atua de forma integrada e articulada com a sociedade e os poderes públicos municipais e federais, na salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis e na política pública do patrimônio cultural baiano, material e imaterial.“Temos metas como dinamizar os processos de tombamentos e registros, implementar uma política efetiva de fiscalização e criar um conselho consultivo”, relata o dirigente estadual.
Dentre as ações programadas para sua gestão, o diretor adianta ainda que ampliará as atividades da entidade em diversos municípios baianos agrupados nos Territórios de Identidade, no quadriênio 2015/2018.
João Carlos defende ainda que sejam adotadas políticas de gestão para o IPAC de forma continuada, como política de estado. “Independentemente de quem estiver aqui, a direção vai dar sequência às políticas do órgão”, pontua.
Durante o encontro, o arquiteto apresentou ainda a situação atual e os projetos para alguns dos principais equipamentos do estado. “Precisamos modernizar os equipamentos e torná-los capazes de as pessoas se apropriarem dele. Se a sociedade não se apropriar, a gente vai chover no molhado e gastar dinheiro público”, avalia.
Entusiasmado com a apresentação, o presidente da ACB Luiz Fernando Studart Ramos de Queiroz avaliou com otimismo os projetos e ações expostos por João Carlos de Oliveira durante sua visita. “Precisamos inicialmente de duas respostas para qualquer projeto de revitalização apresentado para o Centro Histórico: quem vai morar lá? como a região vai conseguir desenvolvimento com sustentabilidade? E agora vejo que o IPAC tem um gestor que defende as mesmas ideias da Associação Comercial da Bahia”, elogiou.

