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Audiência na Câmara dos Deputados propõe Dia Nacional do Associativismo e discute cidadania ativa
Audiência na Câmara dos Deputados propõe Dia Nacional do Associativismo e discute cidadania ativa
Por Luana
27 de maio de 2025
Atualizado em 27 de maio de 2025
O que têm em comum empreendedorismo, cidadania e uma pulseirinha com a frase “Eu sou a Via de Transformação”? A resposta esteve no centro do debate realizado nesta terça-feira (27), na Câmara dos Deputados. A Comissão de Desenvolvimento Econômico promoveu uma audiência pública para discutir a criação do Dia Nacional do Associativismo, sugerido para 15 de julho, data que marca a fundação da Associação Comercial da Bahia, a primeira do Brasil, em 1811.
A proposta, articulada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e encampada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE), não trata apenas de mais uma data no calendário. É um movimento para reconhecer e fortalecer o papel das associações na construção de uma economia mais justa e de uma democracia mais ativa.
“A colaboração entre empreendedores é uma força silenciosa que move o Brasil todos os dias. O associativismo é ferramenta de inovação, inclusão e desenvolvimento”, destacou o deputado Gastão, que recebeu das mãos do presidente da ACB, Paulo Cavalcanti, a pulseira do Movimento Via Cidadã, com a inscrição: “Eu sou a Via de Transformação”.
Para Cavalcanti, o associativismo vai muito além da defesa de interesses empresariais. Ele representa um espaço concreto de exercício da cidadania.
“A Associação Comercial da Bahia foi muito mais do que uma entidade de classe. Criou guarda municipal, escola de contabilidade, participou de guerras, implantou justiça, saúde, previdência. Foi ali, na prática, que nasceu a ideia de sociedade civil organizada neste país”, disse.
Segundo ele, é hora de resgatar esse espírito coletivo.
“Precisamos despertar nossa inteligência cívica. O associativismo é a ponte entre o indivíduo e o bem comum. E a democracia só se sustenta com um povo consciente, exigente e mobilizado”, afirmou.
Outro nome que emocionou o plenário foi Valmir Rodrigues, presidente da Federaminas. Ele compartilhou sua história de superação pessoal, desde o interior de Minas até a criação de 12 pequenos negócios, três deles nascidos diretamente de ideias discutidas dentro de associações comerciais.
“Empreender é difícil, sim. Mas quando você encontra um ambiente fértil de ideias, troca e acolhimento, tudo muda. E isso é o que o associativismo oferece: apoio real, por adesão, por escolha.”
A proposta segue agora para tramitação formal na Câmara dos Deputados. A expectativa dos organizadores é que o reconhecimento do Dia Nacional do Associativismo também traga à tona o debate sobre a participação da sociedade civil nas decisões públicas — inclusive sobre o uso de impostos e a cobrança de resultados do Estado.
Como bem resumiu Paulo Cavalcanti:
“O Brasil não vai mudar só com discursos. Vai mudar com união, com consciência, e com gente comum entendendo que transformar o país é uma tarefa de todos.”
Texto: Portal E aí

