Home

/

Notícias

/

NOTÍCIAS

/

Apesar de bom resultado em junho, criação de empregos no Brasil não decolou

Apesar de bom resultado em junho, criação de empregos no Brasil não decolou

Por Luana

26 de julho de 2019

O mercado de trabalho se recupera em linha com a atividade econômica, que está praticamente estagnada. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho mostrou que houve a geração de 48,4 mil empregos formais, o que representa o melhor resultado para o mês em seis anos. No primeiro semestre, foram abertas 408.500 vagas, o maior número em cinco anos. De acordo com economistas, o dado mostra que há uma retomada da carteira assinada em ritmo lento. A expectativa é de que o segundo semestre tenha mais geração de postos de trabalho.

Isso porque a economia andou de lado de janeiro a junho. No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,1%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos três meses seguintes, analistas de mercado acreditam que o índice ficará entre uma queda de 0,2% e alta de 0,2%. Ou seja, perto da estagnação.

Para o economista Hélio Zylberstajn, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), o resultado não é animador. “Ainda é muito fraco. O país praticamente criou o mesmo número de vagas que em 2018, quando 392 mil empregos foram gerados. A variação é muito pequena”, disse.

O economista sênior do Banco Haitong, Flavio Serrano, destacou que, mesmo que o número de criação de vagas tenha sido maior do que o esperado em junho, a dinâmica é de enfraquecimento, o que reforça a perspectiva de estagnação. “Junho foi bom, mas ainda é modesto. A recuperação da atividade econômica deve ocorrer no segundo semestre, com a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que deve ter impacto positivo no consumo. O varejo, que emprega mais pessoas, pode refletir nos dados do Caged. Mas isso deve ocorrer apenas no último trimestre do ano”, declarou.

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, além de injetar recursos na economia, a medida provisória do FGTS estabeleceu mudanças para diminuir a rotatividade nas empresas. “É uma medida estrutural que impactará muito positivamente a curto e a longo prazos a economia brasileira. De imediato, são liberados R$ 30 bilhões e, ao longo de 10 anos, isso vai gerar quase três milhões de novos empregos”, afirmou o secretário.

Intermitente

Seis setores tiveram resultado positivo em junho, enquanto dois tiveram fechamento de postos de trabalho. O melhor desempenho foi do de serviços, como 23 mil postos criados, já a indústria de transformação fechou 10.988 vagas.

De acordo com o Ministério da Economia, a modalidade de trabalho intermitente, criada na reforma trabalhista, teve saldo positivo de 10.177 empregos em junho, sendo 15.520 admissões e 5.343 desligamentos. O estoque de trabalhadores formais subiu para 38,82 milhões, o maior número para junho desde 2017.

Fonte: CACB

Associação Comercial da Bahia

Associação Comercial da Bahia - Referência em produtos e serviços para a atividade empresarial

Contato
Praça Conde dos Arcos, S/N - Comércio, Salvador - BA, 40015-120Telefone: (71) 99964-5725Email: secretariadadiretoria@acbahia.com.br

© 2025 ACB - Associação Comercial da Bahia. Todos os direitos reservados.

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.